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Governadores eleitos em 2026 tomam posse em 6 de janeiro de 2027

Pela Emenda Constitucional 111, a posse dos governadores passou para 6 de janeiro. Cinco estados e o DF decidem o 2º turno em 25 de outubro.

Homem de terno azul fala a microfones diante de jornalistas e câmeras de TV em um salão de piso de mármore
Foto de arquivo, de 1º de janeiro de 2023, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, no dia da posse do governador Tarcísio de Freitas.Foto: Governo do Estado de São Paulo / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Na sexta-feira (23), faltam dois dias para o segundo turno de 25 de outubro. Em cinco estados e no Distrito Federal, a disputa pelo governo segue aberta. Quem vencer não tomará posse em 1º de janeiro, como aconteceu em 2023.

A data mudou com a Emenda Constitucional 111, promulgada em 28 de setembro de 2021. Pelo novo artigo 28 da Constituição, “a posse ocorrerá em 6 de janeiro do ano subsequente”. A regra vale a partir das eleições de 2026, segundo o texto da emenda.

Quem vai ao segundo turno

Governador é o chefe do Poder Executivo de cada estado. O mandato dura quatro anos, e o governo atual segue até a posse do sucessor.

Na apuração de 4 de outubro, 20 governadores foram eleitos no primeiro turno, segundo O Povo. No Rio, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou, em 8 de outubro, os 274.411 votos de Anthony Garotinho. Sem eles, Douglas Ruas (PL) passou de 50% dos votos válidos, e o estado saiu da disputa de 25 de outubro.

Contando o Rio, 21 dos 26 estados já têm governador escolhido no primeiro turno. A totalização final do Rio cabe ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ). Essa soma é nossa, feita a partir dos números publicados.

Cinco estados e o DF vão ao segundo turno para governador Candidatos em disputa em 25 de outubro de 2026, com o partido entre parênteses

Unidade Candidatos
Acre Mailza Assis (PP) e Alan Rick (Republicanos)
Amazonas Omar Aziz (PSD) e Professora Maria do Carmo (PL)
Espírito Santo Lorenzo Pazolini (Republicanos) e Ricardo Ferraço (MDB)
Rio Grande do Norte Allyson (União) e Cadu de Lula (PT)
Tocantins Professora Dorinha (União) e Vicentinho Júnior (PSDB)
Distrito Federal Celina Leão (PP) e Leandro Grass (PT)

Fonte: Correio 24 Horas, reportagem de 19/10/2026.

Como começa a transição

A transição começa antes da posse, e cada estado define suas próprias regras. No Rio, um decreto de 14 de outubro criou a Comissão de Transição Governamental. Ela é presidida pelo secretário da Casa Civil, Flávio Willeman. O governador eleito pode indicar até cinco integrantes para a equipe de transição.

Os secretários estaduais têm até 30 de outubro para apresentar diagnósticos de suas pastas. No Pará, o governador eleito, Dr. Daniel Santos (Podemos), enviou um ofício, um documento oficial, à governadora Hana Ghassan (MDB) em 14 de outubro. No dia seguinte, ele anunciou os integrantes da equipe.

O que limita o governo no fim do mandato

A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) impõe limites no último ano de mandato. Pelo artigo 21, é nulo o ato que aumente a despesa com pessoal nos 180 dias antes do fim do mandato, segundo o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

O artigo 42 proíbe o titular, nos dois últimos quadrimestres do mandato, de assumir obrigações de despesa sem caixa suficiente para pagá-las. Há divergência, entre tribunais de contas e especialistas, sobre o que essa regra alcança.

Diplomação: o reconhecimento formal do eleito

Antes da posse vem a diplomação, o ato que confirma oficialmente o eleito. Os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) diplomam governadores e vice-governadores. O prazo final é 18 de dezembro de 2026, fixado pela Resolução nº 23.760/2026 do TSE, segundo o NSC Total.

O que diz o TSE: Segundo o NSC Total, a Resolução nº 23.760/2026 fixa 18 de dezembro de 2026 como prazo-limite da diplomação. Cada TRE pode antecipar a cerimônia, dentro do calendário oficial.

O que vem a seguir

No domingo, cinco estados e o DF escolhem seus governadores. Os eleitos tomam posse em 6 de janeiro de 2027. Até lá, as equipes de transição e os limites da LRF orientam o que o governo atual pode assumir.

Como fizemos: Usamos o artigo 28 da Constituição, na redação da Emenda Constitucional 111/2021, consultado no portal do Senado em 23/10/2026. Usamos reportagens do Correio 24 Horas (19/10), do Correio da Manhã (8/10), do O Povo (5/10), do NSC Total, do SBT News e do O Liberal, acessadas em 23/10/2026. A contagem de 21 estados é nossa conta: 26 estados menos os 5 com segundo turno. Não conseguimos abrir o texto da LRF nem da resolução do TSE. Os artigos 21 e 42 seguem a leitura do TCE-SP e de análises sobre o tema. A situação do Rio depende da totalização do TRE-RJ.

Fontes