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Vicentinho vira no Tocantins; seis governos têm eleitos no 2º turno

Cinco estados e o DF escolheram governador no 2º turno de 25 de outubro. A menor vitória foi no Rio Grande do Norte, com 50,8% dos votos válidos.

Fachada do Palácio do Buriti, em Brasília, com colunas de mármore, janelas de vidro e um prédio alto ao fundo
Palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal, em Brasília, governado por Celina Leão, reeleita no segundo turno.Foto: Uri R. / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

Na noite de domingo (25), cinco estados e o Distrito Federal escolheram governador no segundo turno. Em três dos seis casos, o vencedor passou de 60% dos votos válidos. Votos válidos são os votos dados a candidatos, sem contar brancos e nulos.

O resultado mais apertado foi o do Rio Grande do Norte. Cadu de Lula (PT), cujo nome completo é Carlos Eduardo Xavier, venceu Allyson Bezerra (União Brasil) por 50,8% a 49,2%. Em Tocantins, a eleição virou. Vicentinho Júnior (PSDB) superou Professora Dorinha (União Brasil), que tinha liderado o primeiro turno.

Contexto: o primeiro turno e o Rio

No primeiro turno, em 4 de outubro, 20 governos foram decididos. Outros sete, entre eles o Rio de Janeiro, foram ao segundo turno. No Rio, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu por 5 votos a 2, em 8 de outubro, anular os votos recebidos por Anthony Garotinho. A disputa foi parar no Judiciário. Por isso, o Rio fica fora deste balanço.

Quem venceu e por quanto

Seis governos foram decididos no segundo turno; a vitória variou de 50,8% a 66,2% Percentual de votos válidos do eleito, por estado, apuração de 25 de outubro de 2026

Estado Eleito (partido) Adversário (partido) % do eleito
Acre Mailza Assis (PP) Alan Rick (Republicanos) 66,2%
Tocantins Vicentinho Júnior (PSDB) Professora Dorinha (União Brasil) 64,5%
Amazonas Omar Aziz (PSD) Professora Maria do Carmo (PL) 61,4%
Distrito Federal Celina Leão (PP) Leandro Grass (PT) 57,2%
Espírito Santo Lorenzo Pazolini (Republicanos) Ricardo Ferraço (MDB) 52,2%
Rio Grande do Norte Cadu de Lula (PT) Allyson Bezerra (União Brasil) 50,8%

Fonte: Gazeta do Povo, O Povo, Times Brasil e TSE, conforme citados em Fontes. Elaboração: redação.

Em Tocantins, a virada pesou. No primeiro turno, Dorinha teve 45,5% e Vicentinho, 43,9%. Uma pesquisa Quaest de 14 de outubro já dava a Vicentinho 49% no segundo turno, contra 42% de Dorinha, com margem de três pontos. No segundo turno, ele chegou a 64,5%.

No Espírito Santo, Pazolini teve 1.151.818 votos e Ferraço, 1.056.119, segundo o TSE. A diferença foi de 95.699 votos. No Distrito Federal, Celina Leão foi reeleita. No primeiro turno, ela ficou a 168 votos da maioria necessária.

No Acre, Mailza Assis (PP) foi reeleita com 66,2%. No primeiro turno, ela tinha cerca de 49,8%, contra 32,3% de Alan Rick. No Amazonas, Omar Aziz (PSD) somou 1.273.975 votos, contra 800.328 de Maria do Carmo.

O que diz o TSE: O tribunal publicou em seu site a notícia “Lorenzo Pazolini é eleito governador do Espírito Santo”. Os totais oficiais de cada estado estão no portal de resultados do TSE e nos sites dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Balanço partidário: 26 de 27 governos

Somando os 20 governos do primeiro turno e os seis do segundo, o quadro fica assim. PL (Partido Liberal) e PSD (Partido Social Democrático) têm cinco governos cada. PT (Partido dos Trabalhadores), Republicanos e PP (Progressistas) têm quatro cada.

MDB (Movimento Democrático Brasileiro) e Podemos ficam com um governo cada. PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira) tem dois. O PL não ganhou nenhum dos seis governos decididos no segundo turno.

O que muda em 2027

Duas das vitórias são reeleições de governadoras que já estavam no cargo. Mailza Assis, no Acre, e Celina Leão, no Distrito Federal, assumiram neste ano, após a saída de seus antecessores. Gladson Cameli deixou o governo do Acre para disputar o Senado, e Ibaneis Rocha renunciou no Distrito Federal.

Os eleitos tomam posse em 6 de janeiro de 2027, segundo a Gazeta do Povo. No Rio Grande do Norte, a vitória de Cadu de Lula mantém o PT no governo, que hoje é de Fátima Bezerra.

Fica em aberto a totalização oficial de cada estado pelos TREs e a situação do Rio de Janeiro, que ainda não entra na conta. Os percentuais podem mudar uma casa decimal quando a apuração for totalmente conferida.

Como fizemos: Usamos reportagens publicadas na noite de 25/10/2026 pela Gazeta do Povo (AC, AM, DF, ES, RN e TO), pelo O Povo, pelo Times Brasil e pelo Informe Blumenau, acessadas em 26/10/2026. A notícia do TSE sobre o Espírito Santo apareceu na busca, mas a página não abriu na nossa checagem. Não conseguimos acessar o portal de resultados do TSE. Os percentuais variam em décimos entre as fontes porque a apuração avançava em horários diferentes; usamos o valor com a apuração concluída, quando havia. No Acre, a apuração estava entre 82% e 85% das urnas na publicação das reportagens. O balanço partidário soma o primeiro turno (O Povo, 5/10/2026) e o segundo turno deste texto; o Rio de Janeiro fica de fora.

Fontes