Eleições

Na reta final, pesquisas mostram disputa apertada entre Lula e Flávio

Datafolha, Quaest e AtlasIntel mostram Flávio numericamente à frente; no domingo, as duas campanhas fizeram atos antes do primeiro debate.

Urna eletrônica brasileira com tela e teclado numérico
Urna eletrônica usada nas eleições brasileiras (foto de arquivo).Foto: Vinicius Depizzol / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Faltam seis dias para o segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). As pesquisas mais recentes de três institutos tradicionais, Datafolha, Quaest e AtlasIntel, mostram Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em duas delas, a diferença fica dentro da margem de erro.

No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio teve 47,03% dos votos válidos, e Lula, 45,16%, segundo a Agência Brasil. Votos válidos são os dados a algum candidato, sem brancos e nulos. A diferença foi de cerca de 2,2 milhões de votos.

A margem de erro mostra quanto um resultado pode variar para mais ou para menos. Quando as faixas dos dois candidatos se cruzam, os institutos falam em empate técnico.

O que dizem as pesquisas

O Datafolha, contratado pelo jornal Folha de S.Paulo, ouviu 2.520 eleitores pessoalmente entre 13 e 15 de outubro. Flávio aparece com 47%, e Lula, com 45%, segundo o site InfoMoney. A margem é de dois pontos, e o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-00466/2026. Nos votos válidos, o placar fica em 51% a 49%, de acordo com a CNN Brasil.

A Quaest, contratada pelo Grupo Globo, entrevistou 2.154 pessoas entre 10 e 13 de outubro. Flávio tem 46%, e Lula, 44%, com margem de dois pontos e registro BR-08729/2026, informou o portal Metrópoles. Brancos e nulos somam 9%.

A AtlasIntel divulgou nesta segunda-feira (19) um levantamento com 4.998 eleitores, feito entre 13 e 18 de outubro. Flávio aparece com 49,8%, e Lula, com 47,6%, segundo o jornal Gazeta do Povo. A margem de erro é de um ponto, e o registro é BR-02418/2026.

Atos no domingo e debates

No domingo (18), apoiadores de Lula fizeram atos pela democracia e pela reeleição do presidente. Segundo a coordenação da campanha do PT, houve manifestações em cerca de 500 cidades, informou a Agência Brasil. No Rio de Janeiro, o cantor Caetano Veloso reuniu artistas em Copacabana, e em Brasília o público ocupou a Esplanada dos Ministérios. Lula não foi aos atos e ficou em Brasília para se preparar para o debate, segundo a CNN Brasil.

No mesmo dia, Flávio discursou num ato na Avenida Paulista, em São Paulo, que a campanha chamou de “Bloco do 22”. Participaram o governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), segundo o Metrópoles e a Agência Brasil. Flávio disse que o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília, irá à posse se ele vencer. Também repetiu o plano de indicar ao Supremo Tribunal Federal (STF) ministros contrários ao aborto e às drogas.

À noite, os dois candidatos fizeram o primeiro debate do segundo turno, na TV Band, em São Paulo. O próximo e último encontro está marcado para sexta-feira (23), às 21h20, na TV Globo, segundo o site Congresso em Foco.

O que diz a campanha de Lula: Nas redes sociais, no domingo, Lula escreveu que “a memória de Paulo Gustavo e de tantas vítimas da COVID-19 nos convoca a escolher um futuro de respeito à vida”. A mensagem acompanhou um vídeo da mãe do humorista, morto pela doença em 2021, segundo a CNN Brasil.

O que diz a campanha de Flávio: No ato da Paulista, Flávio afirmou: “O Brasil está sem presidente, mas é por pouco tempo, porque Flávio Bolsonaro está chegando”. Ele também pediu aos apoiadores que assistissem ao debate na televisão, segundo o Metrópoles.

Com números tão próximos, a eleição segue aberta. Pesquisas mostram o retrato de um momento e não preveem o resultado. O debate da Globo, na sexta-feira, será a última chance de os dois candidatos se enfrentarem diante dos eleitores antes da votação.

Fontes