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Lula é reeleito com 51,79% dos votos válidos; Flávio pede anulação

Lula venceu Flávio Bolsonaro por 4,43 milhões de votos no 2º turno. Flávio disse que não reconhece o resultado e pedirá a anulação da eleição.

Lula, de camisa branca e chapéu de palha, de lado e de costas para a câmera, acena com o braço erguido para uma multidão de apoiadores de vermelho em um estádio
Lula acena para apoiadores no lançamento oficial de sua campanha, no Estádio da Vila Euclides, em São Bernardo do Campo (SP), em 16 de agosto de 2026.Foto: Ricardo Stuckert / Lula Oficial / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Lula (PT) foi reeleito presidente da República no domingo (25). Ele teve 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL). Os números são da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com 99,99% das urnas computadas.

Votos válidos são os votos dados a candidatos, sem contar brancos e nulos. Em votos, Lula teve 64,2 milhões e Flávio, 59,8 milhões. A diferença foi de 4,43 milhões de votos. Com a vitória, Lula inicia o quarto mandato, com posse marcada para 5 de janeiro de 2027.

Comparação com o primeiro turno

No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio liderou com 47,03% dos votos válidos. Lula teve 45,16%. Entre um turno e outro, Lula ganhou cerca de 10,4 milhões de votos, e Flávio, cerca de 3,7 milhões, segundo o ABC+.

A abstenção caiu. Cerca de 19,2% dos 158,7 milhões de eleitores não votaram, contra 21,08% no primeiro turno, segundo o InfoMoney. Compareceram 128,2 milhões de pessoas.

Como foi a apuração

Flávio liderou a contagem entre 19h47 e 20h20. Lula assumiu a dianteira às 20h28 e não a perdeu. Às 21h11, com 98,27% das urnas apuradas, ele tinha 51,75%, segundo o InfoMoney.

No fim da tarde, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a votação até as 19h. O pedido foi da campanha de Lula, após relatos de restrição no transporte público. Na decisão, Zanin escreveu: “determino prorrogação por até duas horas, até às 19h, horário de Brasília”. A totalização ficou parada entre 17h23 e 19h.

Flávio contesta o resultado

Flávio Bolsonaro não reconheceu a derrota. “É impossível reconhecer o resultado das eleições”, disse, segundo o Jovem Pan. Ele também afirmou: “Muda a regra do jogo no meio do jogo”.

Ele criticou a decisão de Zanin. Segundo o Poder360, Flávio disse: “Foi uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diferentes Estados”. Pelo InfoMoney, ele declarou: “Vamos pedir a anulação dessas eleições”.

Antes da votação, em 20 de outubro, a defesa de Flávio já havia pedido ao TSE a anulação da candidatura de Lula. O motivo citado foi propaganda irregular em uma conta do governo no WhatsApp, segundo o Diário de Pernambuco. As reportagens consultadas não citam provas de irregularidade na apuração.

O que diz o TSE: O presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, afirmou ter “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”, segundo o ABC+. Não encontramos, até esta publicação, decisão do TSE sobre os pedidos de anulação.

O que vem a seguir

A próxima etapa formal é a diplomação, cerimônia em que a Justiça Eleitoral entrega o diploma ao eleito. Não encontramos data divulgada para ela. Os pedidos de anulação ainda dependem de análise do TSE.

A posse está prevista para 5 de janeiro de 2027. A data mudou por uma emenda constitucional de 2021, que vale a partir de 2027, segundo a Agência Senado.

A diferença de 3,58 pontos percentuais, ou 4,43 milhões de votos, é clara nos números. O que segue em aberto é a contestação de Flávio e a resposta formal do TSE.

Como fizemos: Usamos totais da apuração do TSE divulgados pelo InfoMoney (ao vivo, com 99,99% das urnas, às 23h08), pelo ABC+ e pelo Poder360, acessados na madrugada de 26/10/2026. Não foi possível abrir o site do TSE para conferir o boletim oficial diretamente. Calculamos a diferença de votos (64.256.232 − 59.826.041 = 4.430.191) e de pontos percentuais a partir dos totais. Algumas reportagens publicam 51,78% em apurações parciais; usamos 51,79%, o percentual com 99,99% das urnas. Os dados sobre abstenção vêm de fontes diferentes e podem ter pequena diferença entre si.

Fontes