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TSE classifica como falsa fala de Flávio sobre fiscais na sala-cofre

Nota do TSE nega que fiscais do PL tenham sido retirados da sala-cofre, enquanto Fachin e a OAB defendem respeito às urnas.

Edifício de vidro escuro, de linhas curvas e faixa branca no topo, sob um céu com nuvens, em Brasília
Foto de arquivo do edifício-sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, onde foi feita a totalização do segundo turno.Foto: Alexandresena / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Na noite de domingo (25), Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), disse que não reconhece o resultado do segundo turno e que vai pedir a anulação da eleição. Na madrugada de segunda-feira (26), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) respondeu a uma das afirmações dele.

Nem todas as reações tratam da recusa. Algumas são anteriores à fala de Flávio.

Flávio contestou dois pontos. O primeiro é a alegação de que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre, área que o TSE diz não ser aberta a visitas. O segundo é a prorrogação da votação por duas horas, decidida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin.

O TSE chama a acusação de falsa

Em nota no site oficial, o TSE afirmou que “a afirmação é falsa”. Segundo o tribunal, dois fiscais do PL estiveram no TSE para acompanhar o Teste de Integridade das Urnas, procedimento de conferência das urnas, e a totalização, que é a soma dos votos.

O tribunal diz ter registro de presença e filmagem da Sala de Totalização. A nota afirma que “a sala-cofre do TSE não é um espaço aberto à visitação”.

Flávio disse que “nossos fiscais do PL foram retirados de dentro da sala-cofre a partir do momento que essa eleição foi tomada”, segundo o InfoMoney. Já o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, afirmou à noite de domingo: “Temos a absoluta segurança de todo o processo eleitoral”, segundo o ABC+.

O que diz Flávio Bolsonaro: Ele disse, no domingo, “Vamos pedir a anulação dessas eleições”, segundo o InfoMoney. Até esta publicação, não encontramos resposta dele à nota do TSE sobre os fiscais.

STF, OAB e Congresso pedem respeito às urnas

O presidente do STF, Edson Fachin, disse no domingo: “É tempo de reafirmar o respeito à vontade soberana do povo brasileiro, livremente manifestada nas urnas.” Ele não citou Flávio pelo nome, segundo o A Crítica.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) publicou nota às 20h30 de domingo, segundo o site da entidade. Seu presidente nacional, Beto Simonetti, afirmou: “Encerrada a votação, o respeito à decisão das urnas deve prevalecer sobre as divergências políticas.” A nota é anterior à fala de Flávio, por volta de 22h40, segundo a Gazeta do Povo, e não cita a recusa.

Os presidentes da Câmara e do Senado também falaram. Hugo Motta (Republicanos-PB) disse que “estaremos prontos para diálogo, independência e harmonia, como preconiza a Constituição”, segundo O Tempo. Davi Alcolumbre pediu “pacificar o Brasil, fortalecer as instituições democráticas” e disse que a agenda de Flávio precisa ser reconhecida, segundo o Metrópoles.

O Ministério Público Eleitoral se opôs à prorrogação

O vice-procurador-geral eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, enviou parecer ao TSE contra a prorrogação. Para ele, “a despeito da gravidade das notícias veiculadas, o horário de votação fixado por lei deve se manter inalterado”, segundo o NDmais.

Nesse ponto, o parecer coincide com a crítica de Flávio à prorrogação. Não encontramos, porém, manifestação do Ministério Público Eleitoral (MPE) sobre a recusa em reconhecer o resultado.

Não encontramos declaração de governadores sobre a recusa. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), questionou a prorrogação, segundo o A Crítica.

O que fica em aberto

A nota do TSE responde a um ponto específico, a presença de fiscais. Até esta publicação, não encontramos pedido de anulação protocolado no tribunal.

Segundo a VTV, ministros do STF e do TSE, sem se identificar, dizem que não há base legal para anular a eleição. A reportagem não traz citação direta desses ministros.

O que segue depende de um eventual pedido formal de Flávio e da análise da Justiça Eleitoral.

Como fizemos: Reunimos notas oficiais e falas publicadas entre domingo (25) e segunda-feira (26/10/2026), acessadas em 26/10/2026. Não conseguimos abrir o site do TSE, que retornou erro de acesso; a nota do tribunal foi conferida pela cobertura da CNN Brasil. Os horários são os informados pelas reportagens. Quando uma declaração aparece em um único veículo, indicamos isso no texto; quando não encontramos manifestação de um órgão, isso não quer dizer que ela não exista.

Fontes