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Dólar futuro sobe cerca de 10% após reeleição de Lula, antes da B3

Dólar futuro subiu cerca de 10% em Chicago e um fundo do Ibovespa caiu em Tóquio. A B3 só abre nesta segunda; os números são noturnos e preliminares.

Fachada de pedra clara com três grandes portas em arco, grades de ferro e o letreiro dourado Bovespa sobre cada porta lateral
Fachada de um edifício da Bovespa, no centro de São Paulo (foto de arquivo, sem relação com a noite da eleição).Foto: Wilfredor / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Na noite de domingo (25), o dólar disparou no mercado futuro depois que Lula foi reeleito presidente. Segundo o Movimento Econômico, com base no painel do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula teve 51,78% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro (PL) teve 48,22%.

A reação apareceu em negociações feitas no exterior. A bolsa brasileira, a B3, só abre nesta segunda-feira (26). Até lá, os números são preliminares e não mostram o fechamento do mercado local.

Na sexta-feira (23), último pregão antes da votação, o dólar à vista fechou a R$ 4,989, em queda de 0,96%. O Ibovespa, principal índice da B3, subiu 0,47%, para 205.082 pontos. Os dados são da Folhapress, publicados pelo O Tempo.

O que foi medido até agora

O dólar futuro negociado na Chicago Mercantile Exchange (CME), a bolsa de Chicago, subiu 10,06%. Segundo o Movimento Econômico, o contrato foi de R$ 5,0088 para R$ 5,5127. Quando o dólar sobe, o real, a moeda brasileira, perde valor. A Bloomberg Línea relatou que o contrato chegou a R$ 5,56 e bateu R$ 5,68 no pico.

Opções que medem o real na CME caíam 10,17% às 21h58, segundo a CNN Brasil. No pior momento, a moeda chegou a perder 12% frente ao dólar, de acordo com a mesma reportagem.

Em Tóquio, o principal fundo que replica o Ibovespa também caiu. O Movimento Econômico informa queda de 11,59%, a 289,1 ienes, por volta das 21h. A Bloomberg Línea registrou queda de cerca de 13% na abertura japonesa. No primeiro turno, esse fundo tinha subido quase 8%.

O EWZ, fundo de índice (ETF) que reúne ações brasileiras e é negociado em Nova York, também foi citado em queda. Uma manchete da InfoMoney, às 21h25, falava em queda de quase 20% na negociação noturna. Não localizamos o texto completo, por isso esse número não está confirmado.

Dólar: os níveis citados nas reportagens Em R$ por dólar, em sessões e horários diferentes

Referência Valor
Dólar à vista, fechamento de sexta (23) R$ 4,989
Dólar futuro, sessão anterior ao resultado R$ 5,0088
Dólar futuro, após a apuração R$ 5,5127
Dólar futuro, pico da noite R$ 5,68

Fontes: O Tempo (Folhapress), Movimento Econômico e Bloomberg Línea. Elaboração: redação.

Os valores não são comparáveis diretamente. O contrato de Chicago tem preço próprio, diferente do dólar à vista do Brasil.

O contraponto do mercado

Nem todo analista vê uma queda longa. O estrategista Homin Lee, do Lombard Odier, disse que a eleição não é o único motivo para investir no Brasil. Segundo a Bloomberg Línea, ele citou a avaliação atrativa dos ativos brasileiros.

O JPMorgan, em nota de 29 de setembro, estimou um cenário em que ações brasileiras cairiam 21% com deterioração fiscal gradual. Nesse cenário, o real perderia cerca de 6%. A Bloomberg Línea observa que a queda noturna do real já supera essa desvalorização.

Analistas ouvidos pela Bloomberg também ressalvam que o movimento no exterior não significa que o dólar à vista do Brasil se moveu na mesma proporção. Até esta publicação, não localizamos declaração pública do governo federal nem do Ministério da Fazenda sobre a reação do câmbio.

O que diz o Lombard Odier: Segundo o estrategista Homin Lee, “É inevitável que os mercados revertam uma parcela significativa do rali de Bolsonaro…”, em entrevista à Bloomberg News, citada pela Bloomberg Línea.

O que isso significa

Os números mostram um choque forte nas negociações noturnas. Eles ainda não mostram o efeito final na B3 nem o preço do dólar no Brasil. Nenhum fechamento de segunda-feira pode ser previsto a partir desses dados.

O que segue em aberto é a formação da equipe econômica e a proposta do Orçamento de 2027. Segundo a Bloomberg Línea, investidores devem acompanhar esses dois pontos nos próximos dias.

Como fizemos: Reunimos reportagens do Movimento Econômico, da Bloomberg Línea, da CNN Brasil e da InfoMoney publicadas em 25 e 26 de outubro de 2026, e do O Tempo (Folhapress) de 23 de outubro, acessadas em 26/10/2026. A variação de 10,06% e os níveis do dólar são os das fontes, sem cálculo próprio de mercado. Os votos vêm do painel do TSE citado pelo Movimento Econômico; outros veículos publicaram percentuais entre 51,74% e 51,79%. Não consultamos o painel do TSE diretamente. Os dados não mostram o fechamento da B3 de segunda-feira, que ainda não ocorreu.

Fontes