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Congresso prorroga MPs que mantêm subsídio ao diesel

Extensão por 60 dias preserva o crédito de R$ 6,6 bilhões para combustíveis; R$ 5,607 bilhões estão reservados ao diesel rodoviário.

Palácio do Congresso Nacional visto de uma via de Brasília
Palácio do Congresso Nacional, sede da Câmara e do Senado, em Brasília.Foto: Antonio Flávio Costa / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, prorrogou nesta sexta-feira (6) por 60 dias a vigência de três medidas provisórias. Duas mantêm subsídios ligados à produção e à importação de combustíveis. A terceira abre crédito para a agricultura familiar na safra 2026/2027.

A principal cifra é a da MP 1.389/2026: R$ 6,605 bilhões em crédito extraordinário para combustíveis. Desse total, R$ 5,607 bilhões são destinados ao diesel rodoviário. O valor equivale a cerca de 85% do crédito, cálculo feito pela redação a partir dos números oficiais.

Prorrogação preserva o subsídio enquanto o Congresso analisa os textos Medidas e valores informados pela Agência Senado

Medida Efeito Valor informado
MP 1.389/2026 Crédito para combustíveis R$ 6,605 bilhões
MP 1.389/2026 Subvenção ao diesel rodoviário R$ 5,607 bilhões
MP 1.390/2026 Crédito para o Pronaf R$ 375 milhões
MP 1.391/2026 Autoriza subsídio ao diesel Períodos de até 30 dias

Fonte: Agência Senado e Congresso Nacional. Elaboração: redação.

O dinheiro ainda precisa passar pelo processo legislativo

A MP 1.389 está em análise na Comissão Mista de Orçamento (CMO) e recebeu parecer favorável do relator, senador Eduardo Braga. O crédito é administrado pelo Ministério de Minas e Energia por meio da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A MP 1.391, publicada em setembro, autoriza subsídios a empresas que produzem ou importam diesel para caminhões e outros veículos rodoviários. Cada período pode durar até 30 dias e ser prorrogado. As empresas precisam descontar o valor da subvenção no preço de venda e informar a operação à ANP.

A prorrogação não é aprovação definitiva. Medidas provisórias têm força de lei desde a edição, mas dependem de votação na Câmara e no Senado. Sem análise em até 120 dias, perdem eficácia.

O prazo compra tempo, mas mantém uma conta aberta

A regra prolonga a proteção ao abastecimento enquanto o Parlamento discute o mérito. A justificativa oficial é reduzir o impacto dos preços internacionais e garantir a oferta de diesel. O texto não fixa o preço final em cada posto.

O valor de R$ 5,607 bilhões é autorização de crédito, não despesa paga. O desembolso depende das operações elegíveis, dos descontos e da apuração da ANP.

A terceira medida, MP 1.390, abre R$ 375 milhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). A matéria aguarda relator na CMO.

O que diz o Congresso: A Presidência do Congresso informa que as três MPs ganharam mais 60 dias porque ainda não foram concluídas nas duas Casas. A Agência Senado registra que o subsídio busca reduzir o impacto dos preços internacionais e preservar o abastecimento.

Próximos passos são votação e execução

A CMO terá de examinar os créditos e os subsídios. Depois, Câmara e Senado decidirão se transformam as medidas em lei.

O leitor deve acompanhar dois indicadores: o valor que a ANP efetivamente pagar e a data de votação. A prorrogação mantém o instrumento disponível, mas deixa em aberto o custo final para o orçamento e para o consumidor.

Como fizemos: Conferimos a notícia da Agência Senado publicada em 6 de novembro de 2026 e a tramitação das MPs no Congresso Nacional. Calculamos a participação do diesel no crédito da MP 1.389 dividindo R$ 5,607 bilhões por R$ 6,605 bilhões. Não tratamos autorização de crédito como pagamento realizado.

Fontes