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Dólar cai 1,64% na semana; Ibovespa recua 0,17% antes do 2º turno

Na sexta-feira (23), o dólar comercial fechou a R$ 4,993 e o Ibovespa a 205.082 pontos, na última sessão antes da eleição presidencial.

Fachada de pedra com três entradas em arco, portas de ferro preto e o nome BOVESPA em letras douradas, no centro de São Paulo
Entrada do prédio com o nome Bovespa, no centro de São Paulo, em foto de 2017.Foto: Wilfredor / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Na sexta-feira (23), o dólar comercial fechou em queda de 0,90%, a R$ 4,993. O Ibovespa, principal índice da B3, a bolsa de valores de São Paulo, subiu 0,47%, aos 205.082,56 pontos. Foi a última sessão antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para o domingo (25), segundo a Agência Brasil.

Na semana, porém, a queda foi maior no dólar. A moeda recuou 1,64%, enquanto o Ibovespa caiu 0,17%, segundo o InfoMoney e a Reuters. Em 2026, o dólar à vista acumula baixa de 9,10%, também segundo a Reuters.

Dólar caiu 1,64% na semana, e o Ibovespa, 0,17% Fechamento de sexta-feira (23/10/2026), variação no dia e na semana

Indicador Fechamento No dia Na semana
Dólar comercial R$ 4,993 −0,90% −1,64%
Ibovespa 205.082,56 pontos +0,47% −0,17%

Fonte: InfoMoney e Reuters (via Forbes Brasil). Elaboração: redação.

O InfoMoney destacou que o dólar terminou o dia abaixo dos R$ 5. O dólar comercial é a cotação usada em operações de comércio exterior. O dólar à vista é a negociada para pagamento imediato, e os dois números diferem por poucos centavos neste dia.

Três semanas de queda do dólar

Desde o início de outubro, o movimento é mais amplo. Na última sessão antes do primeiro turno, em 2 de outubro, o dólar à vista fechou a R$ 5,217 e o Ibovespa, a 192.114 pontos, segundo a Finance News. Pelas contas da redação, o dólar recuou cerca de 4,4% e o Ibovespa subiu cerca de 6,8% nesse período.

O que pesou na sexta-feira

Segundo a Reuters, o Ibovespa subiu com investidores fazendo as últimas apostas para o segundo turno. O economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, resumiu o cenário: “O pano de fundo continua prudente, com o mercado esperando o debate e as últimas pesquisas”.

A mesma reportagem diz que o dólar caiu sob a perspectiva de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL). Uma pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (22) mostrou Flávio e Lula empatados, com 50% dos votos válidos cada. Votos válidos são os votos dados aos candidatos, sem contar brancos e nulos.

A Reuters também diz que a queda do dólar esteve em sintonia com a alta do Ibovespa e com a perda de força das taxas dos DIs, juros negociados na B3 para prazos futuros. A Vale subiu 0,67%, em recuperação apoiada pelo avanço dos futuros do minério de ferro na China.

O que isso pesa no bolso

O dólar chega ao consumidor por caminhos indiretos. Produtos importados e insumos cotados em dólar tendem a ficar mais baratos quando o real se valoriza. O efeito demora a aparecer e não atinge todos os produtos da mesma forma.

A queda do dólar não se traduz sozinha em alívio no bolso. Como o Meridiano mostrou na prévia de outubro, a inflação em 12 meses já passou do teto da meta, que é o limite superior da meta oficial. O IPCA, índice oficial de preços do IBGE, mede essa alta para as famílias.

O que diz o Banco Central: a taxa PTAX de fechamento é a média aritmética de quatro consultas diárias feitas a instituições que negociam câmbio (os dealers), segundo a série de dados abertos da própria instituição.

O que vem depois da votação

Segundo a Reuters, agentes financeiros esperam “forte volatilidade na bolsa na segunda-feira” (26), independentemente do resultado de domingo. O fechamento de sexta-feira, portanto, não indica o rumo do mercado depois da votação.

O que está em aberto é o resultado da urna. Para o consumidor, a pergunta é se a queda do dólar chega aos preços de alimentos e combustíveis, e em quanto tempo.

Como fizemos: Usamos os fechamentos de 23/10/2026 do InfoMoney e da Reuters (publicada pela Forbes Brasil), e o de 2/10/2026 da Finance News, acessados em 24/10/2026. Pelas contas da redação, as variações de três semanas foram calculadas a partir do dólar à vista (de R$ 5,217 para R$ 4,9896) e do Ibovespa (de 192.114 para 205.082,56 pontos). Não encontramos a PTAX de 23/10 nas fontes consultadas, e a explicação sobre preços é geral, sem estimativa própria de repasse.

Fontes