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Eleitor com deficiência tem prioridade e pode ser ajudado no 2º turno

No domingo (25), idosos de 60 anos ou mais, gestantes e pessoas com deficiência têm prioridade na fila. Veja quem pode ajudar na urna.

Mão digita em teclado branco de urna eletrônica, com teclas numeradas, teclas BRANCO, CORRIGE e CONFIRMA e pontos em braille nas teclas
Mão digita em urna eletrônica nova, modelo usado nas eleições de 2022, em foto de dezembro de 2021.Foto: Tribunal Superior Eleitoral / Wikimedia Commons (domínio público)

No domingo (25), os eleitores voltam às urnas no segundo turno das eleições de 2026. Pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida, idosas ou gestantes têm regras próprias para votar. Elas valem para a fila e também para a ajuda dentro da seção.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 1.963.551 eleitores com deficiência aptos a votar em 2026. O número é 42,5% maior que o de 2022, segundo o JB, que cita dados do tribunal.

Quem passa na frente na fila

A Resolução TSE nº 23.759/2026 define a ordem de preferência. Pessoas com 80 anos ou mais vêm antes dos demais, em qualquer horário de chegada. Os demais grupos seguem, em geral, a ordem de chegada, segundo a Agora RN, que cita o TSE.

Quem tem preferência na votação Grupos e regra, segundo a Resolução TSE nº 23.759/2026

Grupo Regra
80 anos ou mais Vêm antes dos demais, em qualquer horário de chegada
60 anos ou mais, pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida, gestantes e lactantes Preferência, em geral pela ordem de chegada
Pessoas com crianças de colo, obesas, autistas ou enfermas Preferência, em geral pela ordem de chegada
Doadores de sangue Preferência, com comprovante de doação de até 120 dias

Fonte: Agora RN, com base em material do TSE, de 3/10/2026. Elaboração: redação.

A Lei 10.048, de 2000, já prevê atendimento prioritário para esses grupos em órgãos públicos. Na votação, não é preciso cadastro prévio nem laudo: basta falar com o presidente da mesa, segundo a Agência Brasil. A prioridade também vale para o acompanhante ou atendente pessoal, segundo a Agora RN.

Ajuda dentro da seção

Eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida pode votar com uma pessoa de sua confiança. Não é preciso pedir antes à Justiça Eleitoral. Se a mesa considerar a ajuda indispensável, a pessoa pode entrar na cabine e digitar os números na urna. O registro fica na ata da seção, segundo a Agência Brasil.

Quem ajuda não pode estar a serviço da Justiça Eleitoral, de partido ou de coligação, segundo a Agência Brasil. Pessoas com deficiência visual também podem entrar na seção com cão-guia, segundo o Times Brasil.

O que diz o TSE: Segundo a Resolução TSE nº 23.759/2026, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem ser auxiliadas por alguém de sua escolha, mesmo sem pedido prévio à Justiça Eleitoral. A posição vem de reportagens que citam o tribunal, publicadas pela Agência Brasil e pelo Times Brasil. Não houve contato direto com o TSE para esta reportagem.

O que a urna oferece

As teclas da urna têm braille. A tecla 5 tem uma marca tátil que serve de referência para achar as demais, segundo o Times Brasil. A Agência Brasil informa que a urna já tinha teclas em braille quando foi lançada, em 1996.

Para o áudio, a Justiça Eleitoral fornece fones de ouvido descartáveis. Não é permitido usar fones próprios, segundo a Agência Brasil. Para pessoas com deficiência auditiva, a tela mostra intérprete de Libras, a Língua Brasileira de Sinais.

Como achar a seção acessível

O pedido de transferência para seção acessível precisa ser feito antes da eleição, no Autoatendimento Eleitoral da internet ou em cartório. Segundo o Diário do Grande ABC, o prazo era 6 de maio, e ele já passou. Quem não fez o pedido pode ser ajudado mesmo assim, como explicado acima.

No dia da votação, o eleitor ainda pode avisar a mesária ou o mesário se precisar de alguma adaptação, segundo o Times Brasil. Para localizar a seção, o e-Título, aplicativo da Justiça Eleitoral, tem a opção “Onde votar”. Reportagens que descrevem o app dizem que ela mostra o local, a zona e a seção.

O que isso significa

Pelo que as reportagens consultadas mostram, o segundo turno segue as mesmas regras do primeiro. Nenhuma diferença foi encontrada. A ajuda de uma pessoa de confiança não exige pedido prévio, mas depende de a mesa considerá-la indispensável. Quem depende de adaptação deve conferir a seção antes de sair de casa.

Como fizemos: Reunimos reportagens publicadas entre julho e outubro de 2026 pela Agência Brasil (reproduzida pelo TNH1 e pelo Acessa.com), pelo JB, pelo Times Brasil e pela Agora RN, além de uma reportagem de novembro de 2025 do Diário do Grande ABC, acessadas em 24/10/2026. Os sites do TSE, do Planalto e do TRE-SP não abriram (erro 403 ou falha de conexão), então o texto da resolução e da Lei 10.048/2000 foi conferido só em reproduções. O total de 1.963.551 eleitores vem do TSE, via JB; outras reportagens dão 1,97 milhão, e o total de seções acessíveis aparece como 223.587 ou 220.577, por isso não usamos esses números. O percentual de 42,5% é o que a fonte informa, sem recálculo nosso.

Fontes