Eleitor com deficiência tem prioridade e pode ser ajudado no 2º turno
No domingo (25), idosos de 60 anos ou mais, gestantes e pessoas com deficiência têm prioridade na fila. Veja quem pode ajudar na urna.

No domingo (25), os eleitores voltam às urnas no segundo turno das eleições de 2026. Pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida, idosas ou gestantes têm regras próprias para votar. Elas valem para a fila e também para a ajuda dentro da seção.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 1.963.551 eleitores com deficiência aptos a votar em 2026. O número é 42,5% maior que o de 2022, segundo o JB, que cita dados do tribunal.
Quem passa na frente na fila
A Resolução TSE nº 23.759/2026 define a ordem de preferência. Pessoas com 80 anos ou mais vêm antes dos demais, em qualquer horário de chegada. Os demais grupos seguem, em geral, a ordem de chegada, segundo a Agora RN, que cita o TSE.
Quem tem preferência na votação Grupos e regra, segundo a Resolução TSE nº 23.759/2026
| Grupo | Regra |
|---|---|
| 80 anos ou mais | Vêm antes dos demais, em qualquer horário de chegada |
| 60 anos ou mais, pessoas com deficiência, com mobilidade reduzida, gestantes e lactantes | Preferência, em geral pela ordem de chegada |
| Pessoas com crianças de colo, obesas, autistas ou enfermas | Preferência, em geral pela ordem de chegada |
| Doadores de sangue | Preferência, com comprovante de doação de até 120 dias |
Fonte: Agora RN, com base em material do TSE, de 3/10/2026. Elaboração: redação.
A Lei 10.048, de 2000, já prevê atendimento prioritário para esses grupos em órgãos públicos. Na votação, não é preciso cadastro prévio nem laudo: basta falar com o presidente da mesa, segundo a Agência Brasil. A prioridade também vale para o acompanhante ou atendente pessoal, segundo a Agora RN.
Ajuda dentro da seção
Eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida pode votar com uma pessoa de sua confiança. Não é preciso pedir antes à Justiça Eleitoral. Se a mesa considerar a ajuda indispensável, a pessoa pode entrar na cabine e digitar os números na urna. O registro fica na ata da seção, segundo a Agência Brasil.
Quem ajuda não pode estar a serviço da Justiça Eleitoral, de partido ou de coligação, segundo a Agência Brasil. Pessoas com deficiência visual também podem entrar na seção com cão-guia, segundo o Times Brasil.
O que diz o TSE: Segundo a Resolução TSE nº 23.759/2026, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida podem ser auxiliadas por alguém de sua escolha, mesmo sem pedido prévio à Justiça Eleitoral. A posição vem de reportagens que citam o tribunal, publicadas pela Agência Brasil e pelo Times Brasil. Não houve contato direto com o TSE para esta reportagem.
O que a urna oferece
As teclas da urna têm braille. A tecla 5 tem uma marca tátil que serve de referência para achar as demais, segundo o Times Brasil. A Agência Brasil informa que a urna já tinha teclas em braille quando foi lançada, em 1996.
Para o áudio, a Justiça Eleitoral fornece fones de ouvido descartáveis. Não é permitido usar fones próprios, segundo a Agência Brasil. Para pessoas com deficiência auditiva, a tela mostra intérprete de Libras, a Língua Brasileira de Sinais.
Como achar a seção acessível
O pedido de transferência para seção acessível precisa ser feito antes da eleição, no Autoatendimento Eleitoral da internet ou em cartório. Segundo o Diário do Grande ABC, o prazo era 6 de maio, e ele já passou. Quem não fez o pedido pode ser ajudado mesmo assim, como explicado acima.
No dia da votação, o eleitor ainda pode avisar a mesária ou o mesário se precisar de alguma adaptação, segundo o Times Brasil. Para localizar a seção, o e-Título, aplicativo da Justiça Eleitoral, tem a opção “Onde votar”. Reportagens que descrevem o app dizem que ela mostra o local, a zona e a seção.
O que isso significa
Pelo que as reportagens consultadas mostram, o segundo turno segue as mesmas regras do primeiro. Nenhuma diferença foi encontrada. A ajuda de uma pessoa de confiança não exige pedido prévio, mas depende de a mesa considerá-la indispensável. Quem depende de adaptação deve conferir a seção antes de sair de casa.
Como fizemos: Reunimos reportagens publicadas entre julho e outubro de 2026 pela Agência Brasil (reproduzida pelo TNH1 e pelo Acessa.com), pelo JB, pelo Times Brasil e pela Agora RN, além de uma reportagem de novembro de 2025 do Diário do Grande ABC, acessadas em 24/10/2026. Os sites do TSE, do Planalto e do TRE-SP não abriram (erro 403 ou falha de conexão), então o texto da resolução e da Lei 10.048/2000 foi conferido só em reproduções. O total de 1.963.551 eleitores vem do TSE, via JB; outras reportagens dão 1,97 milhão, e o total de seções acessíveis aparece como 223.587 ou 220.577, por isso não usamos esses números. O percentual de 42,5% é o que a fonte informa, sem recálculo nosso.
Fontes
- Conheça os direitos das pessoas com deficiência no dia das eleições — Agência Brasil, via TNH1 (acesso em 24/10/2026)
- Conheça os direitos das pessoas com deficiência no dia das eleições — Agência Brasil, via Acessa.com (acesso em 24/10/2026)
- Eleições 2026 tem recorde de eleitores com deficiência aptos a votar — JB (acesso em 24/10/2026)
- Decisão 2026: quais recursos de acessibilidade estarão disponíveis no 2º turno — Times Brasil (acesso em 24/10/2026)
- Quem tem prioridade para votar? Veja as regras em 2026 — Agora RN (acesso em 24/10/2026)
- Eleições 2026: saiba como pedir transferência para votar em seção acessível — Diário do Grande ABC (acesso em 24/10/2026)
- Lei nº 10.048, de 8 de novembro de 2000 — Planalto (página não aberta na apuração; texto conferido em reproduções)



