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Prefeitura de SP diz que TRE pediu Paulista livre em 24 e 25

A Prefeitura afirma seguir pedido do TRE-SP para manter a Avenida Paulista livre. Reportagens divergem sobre o alcance da requisição do tribunal.

Avenida Paulista vista de cima, com pista molhada, carros e ônibus em faixas paralelas e prédios altos dos dois lados
Avenida Paulista, em São Paulo, com trânsito de veículos e ônibus em dia de pista molhada (foto de janeiro de 2025).Foto: Boaventuravinicius / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Em 30 de setembro, a Prefeitura de São Paulo afirmou que nenhum evento poderia ser realizado na Avenida Paulista nos dias 3, 4, 24 e 25 de outubro. Segundo a Subprefeitura da Sé, a medida segue um pedido do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Os dias 3 e 24 são sábados, véspera de cada turno. Os dias 4 e 25 são domingos de votação.

A justificativa da gestão é evitar obstrução do acesso de servidores, equipamentos, mesários e eleitores. Mesários são as pessoas que trabalham nas seções de votação. A Subprefeitura também proibiu a montagem de palco e de carro de som no local, segundo o Metrópoles.

Quem decidiu o quê

O caso começou com a caminhada de Lula e Haddad, marcada para o sábado (3). Em 2 de outubro, o TRE-SP decidiu sobre esse ato. Por 5 votos a 1, o plenário suspendeu um ofício da prefeitura que impedia a caminhada. O tribunal integra a Justiça Eleitoral, ramo do Judiciário que cuida das eleições.

A decisão é liminar, ou seja, provisória. Ela atendeu a um pedido da coligação que reúne o PT, união de partidos para a disputa eleitoral, segundo o Metrópoles. A relatora, a juíza Maria Claudia Bedotti, entendeu que a prefeitura não tem poder de polícia sobre a propaganda eleitoral, segundo o Metrópoles e o BNews. O juiz Mairan Maia Júnior foi o único voto contrário.

Onde a versão diverge

O ponto em disputa é o alcance do pedido do TRE-SP. Metrópoles e BNews afirmam que o requerimento publicado pelo tribunal cita apenas os domingos de votação, 4 e 25 de outubro. Segundo essas reportagens, os sábados não aparecem nele.

Já o Correio da Manhã descreveu uma determinação que vale também para os dias anteriores a cada turno. Não localizamos o texto integral da decisão do TRE-SP sobre os dias 24 e 25.

O que acontece no sábado (24)

Em reportagem publicada de madrugada, a CNN Brasil informou que Lula fará uma caminhada na Avenida Paulista às 16h. Será o último ato público da campanha dele em São Paulo, antes do segundo turno, no domingo (25). A Agência Brasil também registra a caminhada no período da tarde.

Nenhuma das duas reportagens cita restrição da prefeitura ou do TRE-SP para o local. Até esta publicação, não encontramos decisão pública que trate dos dias 24 e 25 nem manifestação do TRE-SP sobre a restrição.

O que diz a Prefeitura de São Paulo: A Subprefeitura da Sé afirma que a medida atende a um pedido do TRE-SP para evitar obstrução de servidores, equipamentos, mesários e eleitores. Em 2 de outubro, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) negou ter proibido o ato do PT e disse que pediu bom senso para não bloquear a avenida, segundo o Brasil em Folhas.

O que isso significa

Até agora, a proibição para 24 e 25 aparece como medida anunciada pela Prefeitura e atribuída ao TRE-SP. A decisão judicial verificada nas reportagens trata do ato de 3 de outubro. Nas fontes consultadas, não há texto do tribunal que confirme a restrição para os dias 24 e 25.

Organizadores e eleitores dependem de confirmação oficial. Essa informação deve vir da Subprefeitura da Sé e do TRE-SP, os órgãos responsáveis pela decisão.

Como fizemos: Reunimos reportagens do Metrópoles (30/09 e 02/10), do BNews SP (30/09), do Correio da Manhã (setembro de 2026), do Brasil em Folhas (02/10), da CNN Brasil (24/10) e da Agência Brasil (24/10), acessadas em 24/10/2026. Não consultamos documentos oficiais do TRE-SP; o conteúdo do requerimento é o que as reportagens descrevem. Não localizamos a lei citada pela medida, por isso não a analisamos.

Fontes