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Operação prende 34 por fraudes eletrônicas em 11 unidades

Ação coordenada pelo RS investiga 41 suspeitos; 32 prisões são preventivas, e caso começou com prejuízo de R$ 1,2 milhão a lotérica.

Ônibus de delegacia móvel da Polícia Civil Gaúcha
Delegacia móvel da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, que coordenou a operação.Foto: HyldeK / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul coordenou nesta quinta-feira (5) uma operação que prendeu 34 pessoas suspeitas de participação em fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A Operação Fortuna Reversa teve diligências em dez estados e no Distrito Federal.

Do total, 32 prisões foram preventivas, uma ocorreu em flagrante e outra foi cível. As prisões preventivas representam 94,1% das 34 detenções. A medida é cautelar e não indica condenação dos investigados.

Ação prendeu 34 pessoas e identificou 41 investigados Dados da primeira fase da Operação Fortuna Reversa

Item Resultado
Prisões preventivas 32
Prisões em flagrante 1
Prisões cíveis 1
Total de presos 34
Investigados identificados 41
Prejuízo inicial da lotérica Mais de R$ 1,2 milhão

Fonte: Polícia Civil do Rio Grande do Sul. Elaboração: redação.

Investigação começou em lotérica de Itaara

A apuração começou depois de um golpe contra uma casa lotérica de Itaara, no Rio Grande do Sul. O prejuízo superou R$ 1,2 milhão, segundo a Polícia Civil. O caso foi conduzido pela delegacia do município.

As diligências identificaram 41 pessoas suspeitas de integrar a estrutura financeira da organização. O grupo é investigado por movimentar, pulverizar e ocultar valores ilícitos em diferentes unidades da Federação.

A pulverização divide recursos em várias movimentações para dificultar o rastreamento. Esse é um ponto central da apuração de lavagem de dinheiro, etapa em que valores de origem ilícita são ocultados ou recebem aparência de legalidade.

Operação reuniu polícias de dez estados e DF

Participaram policiais de Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Paraná e Maranhão, além do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul. As ordens judiciais foram cumpridas simultaneamente.

O Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, fez a articulação institucional. A coordenação nacional permitiu executar as diligências no mesmo período e compartilhar a estrutura operacional.

Também foram apreendidos dois automóveis, três motocicletas, celulares e um notebook. A Polícia Civil informou ainda a apreensão de 201,9 gramas de substância com aparência de crack. A composição do material depende de confirmação pericial.

Os 41 investigados superam em sete o total de presos. As fontes não explicam a situação dos demais nem dizem se há mandados pendentes. Portanto, não é correto classificá-los como foragidos.

A quantidade de presos também não deve ser confundida com o número de mandados. A Polícia Civil informou as detenções e os locais das ações, mas não apresentou o total de ordens de busca e apreensão.

O material apreendido poderá ser usado para cruzar comunicações e transferências. Essa análise é relevante em uma apuração com diferentes estados e uma cadeia de movimentações financeiras.

Não foi divulgado um prejuízo total além do caso inicial da lotérica. Assim, o valor de R$ 1,2 milhão não deve ser tratado como estimativa de toda a movimentação investigada.

O que diz a delegada Carla Dolores Castro de Almeida: Ela afirmou que as medidas permitirão aprofundar as investigações e desenvolver próximas fases. A coordenadora também destacou a responsabilização dos envolvidos e a cooperação entre instituições.

Prisões têm naturezas diferentes

A prisão preventiva é decretada pela Justiça durante a apuração quando estão presentes requisitos legais. O flagrante decorre da situação encontrada pelos agentes no momento da ação. Já a prisão cível tem fundamento diferente e não deve ser contada como punição criminal.

A Polícia Civil não divulgou os nomes dos presos nem detalhou a participação individual de cada um. Por isso, não é possível afirmar quem responderá por fraude eletrônica, lavagem ou outros delitos. Essa definição depende da continuidade das investigações e de eventual denúncia do Ministério Público.

A primeira fase reuniu medidas em larga escala, mas ainda não apresenta conclusão judicial sobre o grupo. A análise dos telefones, do notebook e das movimentações financeiras será importante para esclarecer a divisão de tarefas e o caminho do dinheiro.

Como fizemos: Comparamos a nota da Polícia Civil gaúcha com a reportagem da Agência Brasil. Calculamos que 32 de 34 prisões correspondem a 94,1%. Separamos prisões preventivas, flagrante e prisão cível para evitar a confusão entre investigação e condenação.

Fontes