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Tornados em SC deixam 5.358 casas atingidas e duas mortes

Balanço federal aponta 23 cidades em emergência e 252 desalojados; governo orienta municípios sobre recursos antes de nova instabilidade.

Ilustração abstrata em azul, verde, amarelo e vermelho para atualização sobre desastre climático
Imagem provisória: ilustração abstrata enquanto não há foto licenciada dos danos dos tornados de novembro em Santa Catarina.Ilustração: Imagem provisória

Os temporais que atingiram Santa Catarina nesta semana deixaram 5.358 habitações danificadas ou atingidas, duas mortes e 252 pessoas desalojadas. O balanço foi atualizado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) após os tornados registrados no oeste do estado.

Até a atualização divulgada na quinta-feira (5), 106 municípios catarinenses tinham sido afetados e 23 haviam decretado situação de emergência. Outras 56 pessoas estavam desabrigadas, quando precisam de abrigo público. Os números medem o impacto estadual, não apenas os pontos onde os tornados foram confirmados.

O dano já alcança mais de cinco mil moradias Balanço informado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil

Indicador Número
Municípios atingidos 106
Cidades em situação de emergência 23
Habitações atingidas ou danificadas 5.358
Mortes confirmadas 2
Pessoas desalojadas 252
Pessoas desabrigadas 56

Fonte: MIDR, atualização de 5 de novembro de 2026. Elaboração: redação.

Reconhecimento federal depende de pedido municipal

Técnicos do MIDR se reuniram na quinta-feira com a Prefeitura de Chapecó, uma das cidades atingidas. O encontro tratou dos procedimentos para reconhecimento federal da emergência e da liberação de recursos para assistência, restabelecimento e reconstrução.

O pedido precisa ser feito pelo município no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A solicitação reúne documentos sobre danos, população afetada e necessidades. Sem esse registro, a União não consegue formalizar as etapas de apoio previstas para a emergência.

A situação de emergência é um ato público. Ela reconhece que a capacidade local foi afetada e permite acionar mecanismos de auxílio. Não significa que todos os recursos foram liberados nem que cada casa receberá o mesmo valor.

Alertas indicam nova instabilidade no fim de semana

A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil informou que novas áreas de instabilidade podem atingir Santa Catarina a partir de sábado (7). A orientação é acompanhar alertas por mensagens de texto (SMS), WhatsApp, Telegram, televisão por assinatura e pelo sistema Defesa Civil Alerta.

Moradores podem enviar o Código de Endereçamento Postal (CEP) por SMS para o número 40199. Em tempestades, a recomendação é buscar abrigo distante de árvores, postes, fiações e objetos que possam ser lançados pelo vento. A orientação vale para municípios que ainda não decretaram emergência.

O levantamento pode mudar. As prefeituras continuam vistoriando imóveis e registrando famílias afetadas. A diferença entre desalojado e desabrigado também pode variar conforme as pessoas encontram moradia temporária ou passam a usar abrigos públicos.

O que diz o MIDR: A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil afirma que orienta os municípios sobre reconhecimento de emergência e recursos. O ministério também avalia mobilizar uma equipe técnica para atuar em campo.

Próximo passo é transformar o balanço em atendimento

O número de casas atingidas ajuda a dimensionar a reconstrução, mas não substitui laudos municipais. Cada cidade deverá registrar danos, prioridades e custos. A União analisará os pedidos no fluxo do S2iD.

O alerta combina famílias afetadas e previsão de novas instabilidades. A resposta pública dependerá de abrigo, assistência humanitária e reparos, enquanto a Defesa Civil mantém os alertas ativos.

Como fizemos: Conferimos a atualização do MIDR publicada em 5 de novembro de 2026, com números de municípios, moradias e pessoas afetadas. Organizamos os dados em tabela e mantivemos a previsão de novas instabilidades como alerta oficial, sem estimar novos danos.

Fontes