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Consulta sobre Conferência da ONU sobre a Água termina sábado

ANA recebe contribuições até 31 de outubro para definir prioridades do Brasil na conferência da ONU; participação é aberta ao público.

Ilustração abstrata em tons de azul com a frase Água e participação
Imagem provisória para representar a consulta pública sobre a agenda brasileira da água.Ilustração: Imagem provisória

A consulta pública sobre a participação brasileira na 3ª Conferência das Nações Unidas sobre a Água termina neste sábado (31). A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) coordena o formulário “Brasil rumo à Conferência da ONU sobre a Água”.

A consulta serve para reunir propostas antes da conferência internacional. O objetivo é adaptar o debate global às diferenças entre bacias, cidades, áreas rurais e comunidades tradicionais brasileiras.

Prazo e foco Informação
Encerramento 31 de outubro de 2026
Órgão coordenador Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico
Tema Participação do Brasil na 3ª Conferência da ONU sobre a Água
Base da metodologia Seis diálogos interativos da ONU

O que está em discussão

A metodologia da consulta usa os seis diálogos interativos propostos pela Organização das Nações Unidas. A ANA adaptou os temas ao Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH), que reúne regras e órgãos de gestão da água no país.

A adaptação é necessária porque a falta de água não tem a mesma causa em todo lugar. Uma região pode enfrentar estiagem, outra enchente, outra contaminação ou falta de saneamento. Uma agenda nacional precisa registrar essas diferenças.

A consulta também considera realidades regionais. O formulário não substitui decisões do Conselho Nacional de Recursos Hídricos nem planos de bacia. Ele organiza contribuições para orientar a presença diplomática e técnica do Brasil.

Como a participação pode virar política

Contribuições públicas têm efeito quando são registradas, sistematizadas e devolvidas à sociedade. O governo precisa informar quais propostas foram incorporadas e quais ficaram de fora. Sem essa devolutiva, a consulta vira apenas uma coleta de opiniões.

A agenda internacional também repercute no cotidiano. Decisões sobre água afetam abastecimento, irrigação, energia, indústria, rios urbanos e prevenção de desastres. O tema conecta soberania ambiental e serviço público básico.

O Brasil tem grandes bacias e desigualdades de acesso. Por isso, uma posição nacional precisa combinar segurança hídrica, proteção de mananciais e financiamento para municípios que não conseguem executar obras sozinhos.

O que diz a ANA: A agência informa que a consulta leva em conta os seis diálogos da ONU, o SINGREH e as diferentes realidades regionais. O formulário fica aberto até 31 de outubro.

Quem participar deve guardar o comprovante ou a confirmação apresentada pelo sistema. A ANA ainda precisará publicar o relatório final e explicar como as respostas serão usadas na conferência.

Como fizemos: Consultamos a notícia da ANA publicada em 27/10/2026 e conferimos o prazo final informado pelo órgão. A imagem é provisória porque a busca não encontrou fotografia licenciada que mostrasse a consulta brasileira.

Fontes