El Niño pode ser muito forte; veja como estados se preparam
Governo reuniu movimentos sociais em sete cidades e prevê chuva acima da média no Sul e abaixo da média no Norte e Centro-Oeste.

O governo federal concluiu um ciclo de reuniões sobre o El Niño 2026–2027 em sete cidades brasileiras. A Secretaria-Geral da Presidência informou que o fenômeno pode atingir nível “muito forte” e durar até o começo de 2027.
El Niño é o aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial, capaz de alterar o regime de chuvas. No Brasil, o efeito varia por região. Por isso, a preparação depende de estados e municípios, além da União.
| Região | Tendência indicada nos diálogos |
|---|---|
| Sul | Chuva acima da média |
| Norte | Chuva abaixo da média |
| Centro-Oeste | Chuva abaixo da média |
| Nordeste e Sudeste | Efeitos variam conforme a área |
Sete cidades receberam os diálogos
Os encontros presenciais ocorreram no Rio de Janeiro, Manaus, Fortaleza, Santarém, Campo Grande, Juazeiro e Porto Alegre. Técnicos de ministérios e representantes de movimentos sociais discutiram riscos e demandas locais.
A Secretaria-Geral disse que as reuniões foram realizadas entre o fim de agosto e o início de setembro, após conversas virtuais regionais. A divulgação ocorreu em 26 de outubro, quando o governo consolidou os resultados.
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) acompanha a intensidade do fenômeno. O órgão produz previsões e alertas, mas não consegue indicar com precisão a chuva de cada bairro ou o dia exato de uma enchente.
O que muda para saúde e defesa civil
A primeira resposta é preparar serviços públicos antes do evento extremo. O governo informou que ampliará a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS), com bases em municípios estratégicos de todas as regiões.
A estrutura deve reforçar atendimento em emergências climáticas. Ela depende de protocolos locais, estoques, equipes e comunicação com a Defesa Civil. Sem coordenação, uma previsão regional não se transforma em proteção para quem vive em área de risco.
A diferença regional importa para agricultores, moradores de encostas e cidades sujeitas a alagamentos. Chuva abaixo da média pode pressionar abastecimento e produção. Chuva acima da média pode elevar deslizamentos, enchentes e doenças relacionadas à água.
O que diz o governo: O secretário-executivo da Secretaria-Geral, Josué Rocha, afirmou que o El Niño não se manifesta da mesma forma em todas as regiões e que há ações e protocolos para apoiar estados e municípios.
O próximo passo é transformar os diálogos em planos públicos, com responsáveis e prazos. A previsão é um aviso. A política de prevenção é o que reduz perdas quando o aviso se confirma.
Como fizemos: Usamos a nota da Secretaria-Geral publicada em 26/10/2026. O texto oficial informa tendências regionais e ações federais, mas não apresenta acumulados de chuva nem mapas municipais. A imagem é provisória porque a busca não encontrou fotografia licenciada adequada do fenômeno no Brasil.



