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PF mira deputado em contratos de castração animal de R$ 200 milhões

Operação Castratio cumpre cinco buscas no Rio e em Niterói para investigar suspeitas de fraude em contratos da secretaria estadual.

Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro
Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em imagem de arquivo.Foto: Halley Pacheco de Oliveira / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

A Polícia Federal cumpriu cinco mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (27) no Rio de Janeiro e em Niterói. A Operação Castratio mira o escritório do deputado federal reeleito Marcelo Queiroz (PSDB-RJ) e pessoas ligadas a ele.

A investigação apura contratos de castração e esterilização de animais firmados pelo Governo do Rio. A soma chega a cerca de R$ 200 milhões, segundo a PF. O deputado era titular da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento quando os contratos foram assinados.

O que está sendo apurado Informação confirmada
Fase da operação Segunda etapa da Castratio
Mandados desta terça Cinco buscas e apreensões
Locais Rio de Janeiro e Niterói
Valor somado dos contratos Cerca de R$ 200 milhões

Busca não é condenação

A primeira fase ocorreu em maio de 2026. Os materiais recolhidos naquela etapa levaram a PF a ampliar a apuração. A corporação cita suspeitas de direcionamento, superfaturamento e fraude em licitação, além de possíveis crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro.

Peculato é o desvio de dinheiro ou de bem público por quem tem acesso ao patrimônio em razão do cargo. Superfaturamento ocorre quando o preço pago pelo poder público fica acima do valor de mercado sem justificativa aceitável. As duas expressões descrevem hipóteses investigadas, não fatos já provados.

Como o deputado tem foro por prerrogativa de função, os mandados foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal. O foro define qual tribunal supervisiona a investigação. Ele não impede a coleta de provas nem antecipa uma decisão sobre responsabilidade.

Por que o contrato importa

Serviços de castração têm impacto direto na saúde pública e no bem-estar animal. A política reduz ninhadas indesejadas e pode diminuir a circulação de animais abandonados. Quando um contrato desse tipo é fraudado, o dano potencial não é apenas financeiro: menos procedimentos podem ser realizados nos municípios.

O valor de R$ 200 milhões é a soma dos contratos sob suspeita. Ainda não há cálculo público sobre quanto teria sido pago indevidamente. A PF precisa comparar preços, entregas e beneficiários antes de concluir o inquérito.

O que diz Marcelo Queiroz: A CNN Brasil informou que procurou o deputado e os demais citados. Até a publicação, não havia resposta; o espaço foi mantido aberto para manifestação.

O inquérito pode terminar arquivado, gerar denúncia do Ministério Público ou produzir novas diligências. A palavra “investigado” continua sendo a correta enquanto não houver denúncia aceita pela Justiça.

Como fizemos: Usamos a reportagem da CNN Brasil publicada em 27/10/2026, que reproduz as informações da PF. Mantivemos “suspeita” e “apuração” para separar investigação de condenação. O valor é arredondado como apresentado pela corporação.

Fontes