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HU Brasil reúne 47 hospitais e estima 50 mil atendimentos

Balanço preliminar do Dia E inclui 1.400 cirurgias em 25 estados e no DF; pacientes relatam espera de anos por cirurgia e exame.

Fachada do Hospital Universitário Onofre Lopes, com ambulâncias e veículos em frente
Hospital Universitário Onofre Lopes, em Natal, em 28 de setembro de 2021; a unidade participou do mutirão deste sábado.Foto: Marcos Elias de Oliveira Júnior / Wikimedia Commons (CC0 1.0)

A HU Brasil reuniu neste sábado (7) os 47 hospitais universitários federais na terceira edição do Dia E de 2026. O balanço preliminar estima mais de 50 mil atendimentos em 25 estados e no Distrito Federal.

A mobilização ofereceu cirurgias, consultas, exames e terapias pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os dados foram atualizados às 11h29 e ainda podem ser revistos. Por isso, os números representam uma estimativa da rede, não uma contagem final auditada.

Exames e terapias concentram a maior parte da oferta

A rede estima mais de 1.400 cirurgias eletivas, aquelas que podem ser agendadas. Também contabiliza cerca de 43 mil exames especializados e terapias e mais de 5.700 consultas com especialistas.

Exames e terapias formam a maior parcela do mutirão Estimativas preliminares da terceira edição do Dia E de 2026

Tipo de atendimento Estimativa da HU Brasil
Cirurgias eletivas mais de 1.400
Exames especializados e terapias cerca de 43 mil
Consultas especializadas mais de 5.700
Total informado pela rede mais de 50 mil

Fonte: HU Brasil, atualização de 7 de novembro de 2026. Elaboração: redação.

Cerca de 1.600 trabalhadores e 450 estudantes participaram da ação. O grupo inclui médicos residentes, que já são formados e fazem treinamento em uma especialidade, e graduandos. As atividades assistenciais também integram a formação desses profissionais.

O Dia E faz parte do programa HU Brasil em Ação, em parceria com o Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde. A iniciativa usa a estrutura dos hospitais universitários para ampliar atendimentos que costumam ter fila.

Antecipação muda a espera de pacientes

Em Natal, José Carlos Silva passou por cirurgia para retirar as amígdalas no Hospital Universitário Onofre Lopes. Segundo relato publicado pela HU Brasil, ele esperava havia dois anos e tinha crises frequentes de inflamação.

Em Niterói, Gilson Silva, de 67 anos, fez uma tomografia no Hospital Universitário Antônio Pedro. O exame estava marcado para junho de 2027, mas foi antecipado para este sábado. Os dois casos mostram o efeito concreto da ampliação temporária da oferta.

Em Fortaleza, Adriana Castro, de 56 anos, recebeu agendamento para consulta e exames depois de mais de um ano na fila. Ela relatou consulta com gastroenterologista e três tipos de raio-X no Hospital Universitário Walter Cantídio.

Os relatos foram reunidos e divulgados pela própria rede. Eles ilustram a redução da espera individual, mas não permitem medir o impacto médio sobre todas as filas do SUS. Esse cálculo exigiria dados de espera antes e depois do mutirão.

Edição encerra o calendário nacional de 2026

As cinco edições anteriores, realizadas desde 2025, somaram mais de 201 mil procedimentos, segundo a HU Brasil. Em março deste ano, o mutirão voltado à saúde da mulher registrou mais de 46 mil atendimentos. Em maio, a edição dedicada à saúde da pessoa idosa superou 52 mil.

A estimativa deste sábado fica entre os dois resultados anteriores de 2026. A comparação usa números arredondados e não substitui o fechamento definitivo. A rede também mantém outras ações ao longo do ano, fora das datas nacionais.

O que diz a HU Brasil: O presidente da estatal, Arthur Chioro, afirmou em nota que os mais de 50 mil procedimentos atendem necessidades do SUS em cada região. Ele também destacou a formação de residentes e futuros especialistas durante a mobilização.

O próximo dado relevante será o balanço final, com a confirmação dos procedimentos por hospital. Também será preciso acompanhar o quanto as filas permanecem reduzidas depois da ação. Um dia de oferta adicional encurta esperas específicas, mas não mede sozinho a capacidade permanente da rede.

Como fizemos: Usamos o balanço da HU Brasil atualizado às 11h29 de 7 de novembro e a versão anterior da Agência Gov. Mantivemos as estimativas separadas dos resultados das edições anteriores. Não somamos as categorias para criar um total exato, porque os números são arredondados e preliminares. Os relatos de pacientes foram apresentados como casos individuais, sem extrapolação para o SUS.

Fontes