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Ministério da Justiça coordena operação de segurança do 2º turno

A operação federal e estadual vai até domingo (25), dia da votação. O efetivo do segundo turno ainda não foi divulgado pelo Ministério da Justiça.

Fachada de concreto e vidro do Palácio da Justiça, em Brasília, com a bandeira do Brasil hasteada ao lado do prédio
Fachada do Palácio da Justiça, em Brasília, sede do Ministério da Justiça e Segurança Pública (foto de arquivo).Foto: Roque de Sá / Agência Senado / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Neste sábado (24), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou uma operação para garantir a segurança do segundo turno. As ações vão até domingo (25), dia da votação, e reúnem órgãos federais e estaduais. Segundo a Agência Brasil, o próprio ministério coordena a operação.

A operação não começou do zero. Em abril, o MJSP iniciou o planejamento da “Operação Eleições 2026”, com análise de risco sobre ameaças como crimes cibernéticos, desinformação e crime organizado, segundo o Correio da Manhã. O plano previa monitoramento integrado nos dois turnos.

Quem participa

A Agência Brasil cita a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atua nas estradas federais. Também aparecem a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), órgão de inteligência do governo federal, e o Ministério da Defesa.

O texto menciona ainda o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e os órgãos de segurança dos estados. A Justiça Eleitoral, formada pelo TSE e pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), recebe apoio logístico quando pede. Esse apoio inclui o transporte de urnas e materiais e a segurança de instalações.

Os números que faltam

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, a operação mobilizou 321.352 profissionais, segundo a Agência Brasil. Desse total, 6.565 eram da PF, 2.726 da PRF e 142 da Força Nacional de Segurança Pública, tropa formada por policiais de vários estados. Foram usadas também 34.625 viaturas, 239 embarcações e 121 aeronaves.

Outro balanço do primeiro turno, apresentado pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, fala em 321.040 profissionais. Essa reportagem foi publicada pelo Correio 24 Horas em 5 de outubro. As fontes consultadas não explicam a diferença de 312 pessoas entre as duas contagens.

Para o segundo turno, ainda não há efetivo divulgado. Segundo o MJSP, o número será anunciado no fim de semana, depois que os estados enviarem seus dados.

O que a operação vai observar

A operação acompanha crimes eleitorais, aglomerações, desinformação, crimes cibernéticos e violência política. Também monitora dificuldades logísticas e ocorrências nos locais de votação e de apuração.

A nota do ministério traz regras para a polícia nas estradas. O policiamento não pode atrapalhar o deslocamento de eleitores. Abordagens por infrações de trânsito ficam restritas a risco concreto e iminente à vida ou à integridade física.

“Eventuais bloqueios em rodovias federais devem ser comunicados previamente ao Tribunal Regional Eleitoral competente”, diz a nota do MJSP.

O que diz o Ministério da Justiça e Segurança Pública: em nota reproduzida pela Agência Brasil, o ministério afirma que bloqueios em rodovias federais devem ser comunicados antes ao Tribunal Regional Eleitoral competente. O texto não identifica nenhum porta-voz pelo nome ou cargo.

O que isso significa

A operação coloca o ministério à frente de uma ação conjunta com o TSE e com os estados. O ponto em aberto é o efetivo do segundo turno, que ainda não foi divulgado. O balanço prometido para o fim de semana deve mostrar quantos agentes e meios foram usados em todo o país. Os números por estado dependem dos dados que cada unidade da federação envia ao ministério.

Para o eleitor, a regra da nota é direta. A polícia não pode criar obstáculos ao caminho até o local de votação.

Como fizemos: Usamos a reportagem da Agência Brasil de 24/10/2026, que reproduz a nota do MJSP, acessada em 24/10/2026. Para o planejamento, usamos o Correio da Manhã, de 15/04/2026. Para o primeiro turno, comparamos os números da Agência Brasil com os do Correio 24 Horas, de 5/10/2026, que cita o balanço do TSE. A diferença de 312 profissionais entre as duas contagens é nossa conta. Não encontramos o texto integral da nota no site do ministério.

Fontes